MULHERES DO BRASIL NO JAPÃO



Tudo começou em uma terça-feira a noite. As marginais de São Paulo transportavam mais do que passageiros para o aeroporto internacional. Transportavam mulheres e sua coragem em fazer a diferença. Mulheres e seu protagonismo social. Mulheres e sua capacidade de empoderar a si e a tudo que está ao seu redor.

Mulheres do Brasil que rumo ao Japão marcariam a história em um momento único, onde o Ministro japonês, ao apertar a mão de cada uma delas afirmaria sua intenção em mudar a posição da mulher na sociedade japonesa. Isso é Mulheres do Brasil no Japão.

Foram longas e divertidas vinte e quatro horas de viagem. As alturas nos inspiraram a sonhar ainda mais alto. Entusiasmo, ideias, conexões, cercavam as conversas, as fotos e o ritmo do grupo.

A parada em Paris foi especial. Trinta e duas mulheres apresentando-se umas às outras. Conhecer cada motivação para estar ali foi importante. Uma demonstração clara de que não importa quais sejam nossos talentos, mas sim, o que escolhemos fazer com eles.

São mulheres que escolheram colocar seus talentos em ação para engajar a sociedade em construir seu próprio futuro.

Chegar a Tokyo já tinha um significado por si só. Já representava a escolha de um investimento pessoal para que o coletivo tivesse representatividade. A máxima representação do todo sendo impactado pela atitude de cada um.

De repente, trinta e duas mulheres do Brasil vestiam a camisa (e que camisa!...) para representar o país no movimento WAW (World Assembly for Women). Diversas apresentações, pontos de vista, compromissos, continentes e realidades distintas mostrando-se sensíveis ao mesmo tema. Muito inspirador. Nos marcou ouvir que o mundo sorri, quando uma mulher brilha.

E com tanta inspiração, nos vimos cantando em uma só vez, a música japonesa que marcaria toda a nossa viagem: Yato! Yato! Pronto! Agora nossa “cola” estava formada. Estávamos mais do que integradas.

O dia seguinte prometia muito mais. Fomos recebidas pessoalmente pelo 1°. Ministro do Japão. Shinzo Abe, nos recebeu em um momento solene e protocolar, com direito a fotos, apertos de mãos, presentes, e claro... muita comemoração. Afinal, como não bater palmas depois de tanta emoção!? E assim, deixamos marca e história no Japão.

Isso nos deixou mais engajadas para asexperiências que estavam somente começando: museus, templos, compras, aula de pintura, aula de caligrafia, livraria, cerimônia do chá, almoço com a embaixatriz do Brasil, jantar no barco.
Vestir kimono em 32 mulheres em 2 horas... Desafio vencido!
Pontualidade para pegar trem...
Dormir no tatame...
Correr na pedra do amor...
Templo embaixo de chuva...
Dobrar tsurus...
Emoção em Hiroshima...
Brincar de “Qual é a música” no Café da Balsa...
Deslumbre em Naoshima...

Enfim, Japão não será o mesmo depois desse terremoto... Ou melhor, depois desse mulhermoto todo...

E como não falar das pessoas tão especiais que foram promotoras dessa experiência:

Chieko – sem você isso tudo não teria sido possível. É gratidão, é reconhecimento. Cada uma de nós se sentiu extremamente cuidada e acolhida o tempo todo. Muito Obrigada! Orgulho por você representar o Brasil em suas relações com o Japão.

Sumico – sabemos o tamanho do esforço e do trabalho investido em cada detalhe. Obrigada por deixar o caminho tão preparado para que nós simplesmente desfrutássemos dele.

Luiza – obrigada por sempre nos lembrar da força do coletivo. O sonho que se sonha junto. Por que pequeno, se pode ser grande? Por que pouco, se pode ser muito? Por que Mulher do Brasil, se podemos ser Mulheres do Brasil?

Viva a nossa história!

P.S. vale a pena ressaltar os hits da viagem:
“Que horrorrrrrrr....”
“Nem morrrrrta....”
“A Dona Ivete é nossa...”
“A tarantela do Yato”
“Junta pra foto...”
“Levem o guarda-chuva!”

Graziela Merlina